quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Táxi

Vi sua cor no pára-brisas: cor doce, cor quente. Senti seu cheiro no cinto de segurança: cheiro de nada, de nada palpável. Não peguei atalhos, dei voltas e voltas, parei em semáforos fechados. Fiquei neles por horas, por horas na minha sinestesia até ser interrompida por alguém no banco de trás:
                          -O amor, sabe que isso?
                          -Se for algo tangível, também quero tê-lo
E não o tenho ? Tenho coisa sinestésica - coisa complicada, difícil, entrelaçada... Que se fosse fácil, não seria tão perfeita, tão completa.




de minha autoria.

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