Era uma dessas noites de inverno, frias, que enchem a cidade de neblina. Vivita sentiu o gole de vinho descer escaldante, estava fraca e tinha sede. Sede de morte, assim como o copo tinha de ser bebido... Em um quarto escuro, iluminado pela luz de velas gastas, descansava a criatura mais humana que poderia existir. Enterrada viva num desses cômodos abafados... De paredes cinzentas como sua doença. A lua invadia o quarto e iluminava a lividez da sua pele enquanto a alma lhe escapava do corpo; Estava tão exausta que pensou que poderia dormir uma eternidade. E assim o fez. Não acordou no outro dia e nem no seguinte. Seu corpo virava poeira e era levado pelo vento enquanto sua alma nascia - renascia - num lugar onde poderia ser livre
de minha autoria.
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