quinta-feira, 21 de julho de 2011

Camélia

Lôbrega. Com pedaços de roupa e garrafas no chão. Um cigarro meio queimado e um semblante típico daqueles que morrem de olhos abertos. Um sorriso característico daqueles que sabem que a morte acolhe a todos –sempre- e quando menos se espera... Estava morta e assassinada: pelos peitos, pelos pulsos, pela cara... Talvez por ser uma exceção. Talvez por ser o conjunto de TODAS as exceções. Até caída ali sob a mesa, ela tinha um quê de tristeza clássica, um quê de rebeldia ímpia impregnada na pele em forma de bolor. Um quê que eu bem gostava nela... Um algo que fazia o outro chorar.
Ela
um mistério
camélia...
...me dizia: “você tem que entristecer as pessoas, assim elas não percebem o quanto você está triste”. Talvez estivesse certa, não sei. Dela, pouco se sabe. Dela, não se sabe nada ao certo. Dela, só se sente: sente bem, sente que ela trazia aos berros aquela liberdade silenciada que eu tanto procuro. Que eu tanto sinto falta.

Apodreça em paz, Bitch.

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