terça-feira, 30 de novembro de 2010

gosto muito de você, menino de touca .-.

Eu posso não te amar pra sempre
Mas enquanto houver estrelas sobre você
Não precisa duvidar disso
Vou fazer você ter certeza disso


God only knows what I'd be without you


Se você algum dia me abandonar
A vida vai continuar, acredite
O mundo não pode me mostrar nada
Então que bem me faria viver ?



God only knows what I'd be without you...God only knows...




God Only Knows - Beach Boys






quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Arremedo

Meu desejo tem gosto de araque
nome e perfume inebriante de conhaque
Meu desejo tem cor amarelada, desbotada
Como esse arremedo de vida
Que deseja ser eterno
Mas que é tão mortal quando proibido
Descansar em paz ? Não faz meu tipo
Prefiro envelhecer e apodrecer
eternamente...


* Que quinta feira gigantesca ! E que poema ruim... Pelo menos serviu de analgésico para minha orelha que tá latejando ! OUTCH


de minha autoria.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Carta para a Colombina

Colombina, nada, nada e nada. Nada mais importa. Não senhorita, nada mais existe. Só existe essa
ausência,
essência,
demência
Que é vazia de cor, vazia de vida... Que vai se esvaziando até ser nada. E nada definitivamente é ser alguma coisa. Bailarina, fugiu com o trovador. Levou vestidos, fotos, jóias... Deixou as saudades. O que eu faço com elas ?


Pierrot




de minha autoria.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Álcool (one shot)

Lúcido, sou menos gente
sou quase bom
quase quente
sente: quase nada
e a verdade é sóbria


de minha autoria.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Desabafo


Preconceito: 1. Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial 2. Opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos (intolerância) 3. Estado de abusão, de cegueira moral.
Do dicionário Priberam da Língua Portuguesa

"Les préjugés, ami, sont les rois du vulgaire"
Voltaire


Posso contar várias histórias. Histórias de fantasma, de viagens, de países árabes, histórias sobre comida japonesa... Mas se há uma coisa que toda minha história tem um pouquinho, é amor. É, a-m-o-r. Vai ver ainda estou naquela vibe setentista, que seja ! Mas acho que tudo o que a gente faz na vida devia ser inundado desse sentimento. Me chamem de cliché, me chamem do que quiserem, eu não me importo com vocês, meros mortais !  O problema dessas histórias de romance é que elas sempre começam tristes. Você espera que elas terminem felizes, só que existem vários tipos de final... Mas não quero falar de final. Quero falar sobre história, uma em especial, que aconteceu comigo dia 01/11 desse ano.

Reunimos um grupo de amigos, algumas garrafas de vodka e nos encontramos num certo condomínio fechado daqui da cidade. Até aí, tudo bem. Estávamos conversando na santa paz, eis que surge um troll, nos ameaçando. Dizendo que ali “não era lugar de fazer aquilo !” e que nós não “ousássemos pisar o pé” perto do apartamento dele. A reação de todos foi um grande “WTF ?”, mas o acéfalo virou as costas tão rápido que a gente não teve nem tempo de retrucar. Como assim “aquilo” ? Nós não estávamos aprontando uma orgia ! Acreditem se quiser, nós não estávamos nem incomodando ninguém ! O tal morador virou uma incógnita, mas a gente logo esqueceu. Subimos para o apartamento e continuamos a nossa reunião lá, para ter certeza que não irritaríamos nenhum vizinho chato. De repente, me aparece o porteiro, Seu Edson, dizendo que era “um absurdo”, que o morador do “bloco 2, viu três meninas se beijando” e que “eles não são obrigados a tolerar aquele tipo de comportamento”. Daí entendemos tudo. Entendemos tudo e levou tempo para acreditar que o mundo ainda esteja infestado de gente desse tipo. Quero dizer, existe alguma coisa mais burra do que preconceito ? Preconceito contra história de amor ? É por causa de “moradores” assim que essas histórias não tem finais felizes. Daí as pessoas se calam. Mas se querem um conselho que alguém que não entende nada sobre nada, lá vai: NÃO SE CALEM ! Isso seria provar para os moralistas que eles estão certos, mesmo que não estejam. Me deixa doente a idéia de que existem pessoas que limitam suas vidas, que limitam suas existências à rótulos Homo/hétero/bissexual. Para estes, eu só posso dizer que nós não somos rótulos. Nós somos o que somos e fim !

SE LIVREM DESSE ENTULHO (lê-se preconceito), ou nós teremos que nos livrar de vocês de alguma forma.